midreky:
“ Portrait from the Portuguese musician and writer Kalaf Angelo. This was handed to him in person today as he come to visit the school I am currently studying in and I must say he is a great guy. I even got a book by his autographed!

midreky:

Portrait from the Portuguese musician and writer Kalaf Angelo. This was handed to him in person today as he come to visit the school I am currently studying in and I must say he is a great guy. I even got a book by his autographed! <3

Clube da Palavra c/ Irmãos Demónio (Kalaf, Joaquim Albergaria e Hélio Morais) + Luísa Rebelo (Contabandistas) + Manecas Costa + desenho digital de António Jorge Gonçalves

‘Nduta e o mar - Açores
…pelo único e simples facto que GOSTARIA DE TER SIDO EU A ESCREVÊ-LO! É que, a bem dizer, o livro está muito forte!  Começa pelo título, uma autêntica provocação lançada aos editores, leitores e todos os outros “ores” que o virem na prateleira de uma...
…pelo único e simples facto que GOSTARIA DE TER SIDO EU A ESCREVÊ-LO! É que, a bem dizer, o livro está muito forte!
Começa pelo título, uma autêntica provocação lançada aos editores, leitores e todos os outros “ores” que o virem na prateleira de uma livraria. Quem é que ele se julga, para limitar o seu livro aos meninos de cor? Ou serão as estórias de amor nele retratadas que lhes são específicas? Mas que raio quis ele dizer com «Estórias de Amor Para Meninos de Cor» ? Será que ele se deu conta que no livro dele quase (só lá bem prá frente, e mesmo assim não sei se é de amor que se trata) não há qualquer tipo de alusão a um qualquer envolvimento amoroso, dado que quase não há personagens DE TODO?  Que his/estória vem a ser esta? 

Aqui, as estórias acabam por falar de um amor maior do que a mera paixão que liga dois indivíduos; fala do amor pela cidade de Lisboa, por Berlim, por Londres, pelas viagens, pela descoberta, pela(s) língua(s), pela música, pela moda, pelo estilo, pela art de vivre, pela própria vida…
 Este livro é, a meu ver, o ponto de vista de um cosmopolita, de um viajante no espaço e no tempo. Entre memórias e impressõespoesia em prosa e interrogaçõesduras realidades e divagações, Kalaf Ângelo demonstra que, apesar de ser um angolano com muito orgulho, é antes de tudo um cidadão do mundo. O seu olhar crítico, enriquecido pela sua experiência, é muito subtil. Um raio X do seu mundo tão particular, é o que nos propõe nestas saborosas páginas de crónicas, à partida escritas para o Público, agora tornadas acessíveis a todo um outro público… Não é o Kalaf dos Buraka nem da Enchufada, não é o Kalaf de Benguela nem de Lisboa, não é o Kalaf de Luanda… eu diria que nestas estórias entrevê-se um Kalaf visto de dentro. Entramos no seu quarto, na sua sala, na sua cozinha, na sua mala, e com ele somos transportados um pouco por toda a parte, desde a imobilidade preguiçosa de um Feriado aos animados palcos do mundo inteiro, passando pelos bancos inconfortáveis da sala de espera do SEF… 
Mais do que um compêndio de escritos publicados individualmente durante três anos, este livro é… UMA ATITUDE!
E para concluir redundantemente, exprimo o meu sentimento em relação a esta obra com um dos meus aforismos preferidos:
Oscar Wilde: “I wish I had said that.”
Whistler: “You will, Oscar; you will.”
*E se não o disse/ escrevi, fica o consolo do autógrafo, que em si só faz sentido quando autenticado pelos poucos segundos de prosa trocados, que originaram a sua singularidade. E se não te disse na hora pois nada sabia dos teus escritos, hoje, percorridas dezenas de páginas da tua vida interior, envio-te, amigo e errante colega, os meus sinceros parabéns, e um grande, grande
OBRIGADO, SIM!

BE - Escola Secundária Dr. Mário Sacramento 17/04/2012

Kalaf, músico e cronista angolano, pertencente aos Buraka Som Sistema, esteve na BE, para divulgar o seu mais recente livro: Histórias de Amor para Meninos de Cor, publicada pela Caminho.
Kalaf respondeu às muitas perguntas colocadas pelos alunos, funcionários e professores. Eis algumas ideias que partilhou connosco, na manhã de 17 de Abril:

    • É um dever humano ter preocupações sociais;
    • O racismo é a maior expressão de ignorância do homem;
    • As pessoas que criam/ constroem coisas com as mãos mertecem-me o maior respeito e admiração;
    • Escrever é importante pois a escrita ajuda-nos a fazer a ligação com o passado; Devemos escrever, particularmente aos nossos amigos;
    • Ler é importante; Gosto particularmente de Fernando Pessoa, Edgar Allan Poe,…
    • Quando era criança inventava os meus próprios brinquedos e isso é muito bom para desenvolver a imaginação e a criatividade;
    • Adorava fazer uma tourné pelas escolas do país;
    • Adorava fazer um concerto gratuito numa praça pública ou numa praia;
Prof. Eunice Pinho

Bairro Alto - Talk-Shows RTP 2

Conversa sobre o Livro Estórias de Amor para Meninos de Cor, Música e mais… com José Fialho Gouveia 

O Bairro Alto, em Lisboa, é um espaço de tertúlia e de boémia, de lojas vanguardistas e de espaços tradicionais, de cultura contemporânea e de tradições bairristas. No Bairro Alto funcionaram muitos jornais e é ainda ali que se encontram as elites culturais e uma nova geração cheia de ideias, de projectos e de histórias para contar. Na RTP2, o Bairro Alto é isso mesmo. Um espaço de conversa com figuras que têm algo para dizer sobre si e sobre o que fazem. José Fialho Gouveia entrevista artistas, ensaístas, cientistas, gente da moda e do espectáculo, gente do pensamento e da acção, portugueses e estrangeiros. O tom é próximo, informal. E as perguntas pedem mais que as habituais respostas politicamente correctas. Bairro Alto é um face a face com ritmo e sem mesa

Público - A moda e a urbe

Estórias de Amor para Meninos de Cor @ Bertrand

Lugar da Escrita - Público 17/11/11

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Perguntaram-me, outro dia, qual era o lugar onde me sentia mais inspirado para escrever. Respondi, sem hesitar, que esse lugar é Lisboa, no quinto andar de um apartamento do século passado, na baixa Pombalina. Este lugar, ainda que o sinta como passageiro, reúne em si o modesto e simpático sossego de ser o meu lar. Paredes brancas, janelas e soalho de madeira, alguns quadros, livros, filmes, música e sapatos. A casa ocupa uma esquina e as janelas onde me encontro estão apontadas para norte. Um dia um fotógrafo amigo meu disse-me que, de todos os quartos na casa, preferia aqueles que estão virados para norte, por causa da luz – esta é mais constante ao longo dia, se nos chegar vinda do norte. Desde então, durante o dia, escolho sempre trabalhar com o corpo e a mente apontados para esse ponto cardial. 

Tal como na semana passada, escrevo palavras para serem consumidas no dia seguinte e não consigo resistir à tentação de repetir e vaticinar que amanhã, ou melhor, hoje (quinta-feira), o livro que recolhe 3 anos de escrita para esse pequeno espaço, aqui no P2, terá o seu lançamento oficial. Digo pequeno, não com o intuito de diminuir esse lugar, muito pelo contrário! Foi aqui que ganhei o gosto pela prosa, conversa fiada que, quando escrita, adquire um valor transcendental, ainda que descartável. Estou convencido que a crónica dura tão-só até ao próximo jornal, ainda que tal convicção já tenha sido posta em causa várias vezes, por anónimos que me abordam na rua, mostrando um carinho especial por esta ou aquela crónica. Talvez por isso mesmo deixei que algumas fossem parar agora a este livro…

Lembro-me perfeitamente quando um tal senhor da Editorial Caminho me telefonou, numa voz pausada, ligeiramente rouca, e se fez anunciar. Daqui fala Zeferino Coelho. A conversa foi curta, eu devia estar nervoso, pois nem perguntei o que lhe levou a procurar-me. Combinámos encontrarmo-nos algumas semanas depois para um café e conversamos. Ele queria conhecer o personagem – eu.  Da conversa que tivemos numa café no bairro de Campo de Ourique pouco há para contar. Essencialmente falei eu; contei-lhe o que me trouxe até Lisboa e como nasceram as crónicas de Um dia Qualquer.

Estas crónicas nasceram exactamente da mesma forma que o livro “Estórias de Amor para Meninos de Cor”. Certo dia, recebi um telefonema do jornal O Público. Uma voz feminina, seguro e prática – Bárbara Reis – fez-se anunciar, perguntando-me, de pronto, se estava interessado em escrever crónicas. Na altura, a minha escrita era bastante mais indisciplinada, as palavras que até então havia escrito serviam o único propósito de me aproximar dos músicos e não tanto daqueles que estão familiarizados com o silêncio das palavras escritas. Quase que recusei, mas movido pela curiosidade e necessidade de encarar novos desafios, acabei por lhe enviar alguns textos em tom de exemplo. Daí estar aqui hoje, longe de me sentir um escritor ou cronista completo, mas crente de que o lugar que escolhi para escrever me colocou nessa senda. E esse lugar é Lisboa.

Livros de cabeceira

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